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Gavinho Pinto, poeta de expressiva sensibilidade plástica prossegue o itenerário que se propós há longos anos e tem produzido emergentes do amor pelas coisas e motivações pela sua terra inúmeros trabalhos integradosnuma mesma temática, que não devem, pela sua qualidade, quedar retidas nas gavetas do silêncio.
Efectivamente as coisas do espirito comportam mensagens que só alguns têm o previlégio de transmitir .
(António C. da Cunha)
DEUS QUIS QUE FOSSE POETA
Esta é a nossa Terra
Caminha, coração maravilhoso deste Minho cheio de poesia, onde Deus colocou a paisagem mais linda de Portugal, aqui aos pés do monte de Santo Antão. De um lado banhada pelo rio Coura, do outro pelo rio Minho, em frente do famoso e formoso monte de Santa Tecla. Ao sul o pinhal do Camarido, a foz e o forte da Ínsua, no meio de duas barras.
O rio Minha tem duas barras, a do norte e a do sul, que foram até ao século XIX, duas portas abertas para o Mundo, e foram estas duas portas abertas sobre o At1ântico, que fizeram da vila de Caminha uma das melhores praças comerciais e industriais do Alto-Minho.
O comércio marítimo e a indústria do mar contribuíram para a construção da Igreja Matriz, do chafariz do Terreiro e das instituições caminhenses.
Quantas mercadorias embarcadas e desembarcadas nos cais do porto de Caminha? Quantos navios de cabotagem e longo curso despacharam a Alfândega e a Capitania do porto de Caminha? Quantos marinheiros, contramestres, mestres, pilotos e capitães deu a terra de Caminha? Quantas árvores deram as florestas deste jardim de Portugal para a construção de embarcações em estaleiros caminhenses? Quantas vidas se perderam no mar e no rio, ao longo dos séculos.
E quantos daqui partiram
Se perderam no caminho
Para nunca mais voltarem
Às mansas águas do Minho
Pequena nasceu Caminha
Grande se tornou no mar
Foi berço de muita gente
Na arte de navegar
CAMINHA. Dezembro de 1987. JOSÉ MARIA GAVINHO PINTO
Hermandad
Gavinho Pinto, escritor
Gavinho Pinto, poeta…
Hás escrito como nadie
Las delicias de mi tierra
Tu pluma segura y fina
Quiso describir al Tecla,
Y que bien lo hás conseguido
Al ensalzar su belleza
Enamorado hay que estar
De tu tierra, de mi tierra…
Fundiéndolas en una sola
Com tu alma de poeta.
Similitud en sus playas
Igualdad en sus riberas
De indescritible hermosura
Es tu tirra… es mi tierra…
Según escribes tus rimas
Vas tejiendo con estrellas
Este poente que soñamos
Libre de toda frontera
Dedicado al amigo escritor português
José Gavinho Pinto
Después del Letargo
De: Aida Lamba Marquez